sexta-feira, 1 de julho de 2011

EXERCÍCIO - 16

01. O principal motivo que levou Portugal a implantar o sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil foi:
(A) carência de recursos financeiros
(B) distribuir terras ao excedente populacional português
(C) atender às exigências da burguesia mercantil
(D) centralizar a administração colonial
(E) ocupar rapidamente todo o litoral e o interior do Brasil

02. (PROFESSOR CARDY)Em novembro de 1807, a familia real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de janeiro. O acontecimento pode ser visto como:
a) Incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha para impedir a anexação de Portugal.
b) Ato desesperado do Príncipe Regente, pressionado pela rainha-mãe, Dona maria I.
c) Execução de um velho projeto de mudança do centro político do Império português, invocado em épocas de crise.
d) Culminância de um discussão popular sobre a neutralidade de Portugal com relação à guerra anglo-francesa.
e) Exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, então primeiro cônsul da França.
03-(PROFESSOR CARDY) Com relação ao período colonial, tanto na América Portuguesa quanto na América Espanhola, considere as seguintes afirmações:
1. A mão-de-obra africana, empregada nas atividades econômicas, era a predominante.
2. As Coroas controlavam as economias por intermédio de monopólios e privilégios.
3. Os nascidos nas Américas não sofriam restrições para ascender nas administrações civis e religiosas.
4. A alta hierarquia da Igraja católica mantinha fortes laços políticos com as Coroas.
5. As rebeliões manifestavam as instalações políticas de diferentes grupos sociais.
Das afirmações acima, são verdadeiras apenas:
a)1, 2 e 3 b) 1, 3 e 4 C)2, 3 e 5 d)2, 4 e 5 e)3, 4 e 5
04.(PROFESSOR CARDY) A atividade extravista desenvolvida na Amazônia, durante o período colonial, foi importante, porque:
a) garantiu a ocupação da região e aproveitou a mão-de-obra indígena local.
b) reproduziu, na região, a estrutura da grande prorpiedade monocultora.
c) gerou riquezas e permitiu a abertura de estradas na região.
d) permitiu a integração do norte do Brasil ao contexto andino.
e)inviabilizou as aspirações holandesas de ocupação da floresta.
05.(PROFESSOR CARDY) sobre a economia brasileira durante a Primeira República, é possível destacar os seguintes elementos:
a)Exportações dirigidas aos mescados europeus e asiáticos e crescimento da pecuária no Nordeste.
b)Investimentos britânicos no setor de serviços e produção de bens primários para a exportação.
c)Protecionismo alfandegário para estimular a indústria e notável ampliação do mercado interno.
d)Aplicação de capital estrangeiro na indústria e consolidação do café como único produto de exportação.
e)Integração regional e plano federal de defesa da comercialização da borracha na Amazônia.
06.(PROFESSOR CARDY) A inauguração de Brasília, depois de sua rápida contrução durante o governo de Juscelino Kubitschek(1956 – 1961), trouxe desdobramentos diversos para o país. Entre eles,
a)estímulo à navegação fluvial no Sul e saída de capitais estrangeiros.
b)incentivo à integração econômica nacional e aumento da inflação.
c)desenvolvimento das estradas de ferro no Centro-Sul e empobrecimento do Estado do Rio de Janeiro.
d)estímulo à organização dos sindicatos e crescimento do poder dos militares.
e)transformação do Centro-Oeste em àrea industrial e crescente endividamento externo.
07.(PROFESSOR CARDY)”A imprensa, que sempre esteve alinhada às grandes causas da cidadania, está convicta de que o próximo passo para a consolidação da democracia em nosso país passa pelo restabelecimento imediato da ordem pública.”
Manifesto Basta à violência, de 16/08/06, das associações de jornais, de editores de revistas e das emissoras de rádio e televisão.
Com base no texto, pode-se afirmar que, no Brasil, como de resto no Ocidente, “as grandes causas da cidadania” e a “consolidação da democracia”
a)surgiram, fortuitamente, em decorrência da ação de grandes estadistas devotados à causa dos direitos do homem.
b) apareceram, simultaneamente, em decorrência do impacto provocado pela Revolução Francesa sobre praticamente todos os países.
c) derivaram, respectivamente, do absolutismo, que transformou os súditos em cidadãos, e do liberalismo, que garantiu os direitos políticos.
d)caminharam juntas, e, em geral, na seguinte ordem: primeiro, a igualdade jurídica; depois, os direitos políticos e, por último, os direitos sociais.
e) decorreram dos ideais socialistas e das lutas dos trabalhadores para conquistar, primeiro, os direitos sociais e, depois, os direitos políticos.
08.(PROFESSOR CARDY) O domínio das Assembléias Legislativas permitia às elites dominantes provinciais o controle do orçamento e dos cargos públicos locais, no período regencial brasileiro.
Assinale a alternativa que corretamente se refere às consequências imediatas do Ato Adicional de 1834.
a) Desencadeou o radicalismo que fora reprimido desde o tempo de D. Pedro I, originando o movimento abolicionista.
b) Provocou o acirramento das disputas pelo poder entre os setores da classe dominante e, nas províncias, gerou revoltas que ameaçaram a unidade política do Império.
c) As forças conservadoras enfraqueceram-se progressivamente, abrindo espaço para a radicalização das forças políticas liberais.
d) O republicanismo renasceu, desta vez no âmbito das massas e com reivindicações igualitaristas, influenciadas pelo socialismo utópico.
e) Precipitou a proposta de antecipação da maioridae do herdeiro, a fim de evitar agitações políticas.

09.(PROFESSOR CARDY) A economia do Brasil Colônia, nos séculos XVI e XVII, apresentava como características:
A) extrativismo do pau-brasil – feitoias – mercado externo – mão-de-obra indígena através do escambo.
B) mineração – latifúndio – mercado externo – mão-de-obra escrava africana.
D) monocultura da cana-deaçúcar - latifúndio – mercado externo – mão-de-obra africana.
E) monocultura de algodão – minifúndio – mercado interno – mão-de-obra escrava indígena.

10.(PROFESSOR CARDY) A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio nacional semanalmente, por dez minutos, no programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca das inovações na legislação de proteção ao trabalho.
GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo.
Rio de janeiro: IUPERJ / Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988 (adaptado).

Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para

A) Conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.
B) Promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.
C) Estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.
D) Consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.
E) Aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.

sábado, 11 de junho de 2011

GABARITO - 15

GABARITO:

01 – B 02 – E 03 – D 04 – A 05 – E 06 – C 07 – A 08 – B 09 – B 10 – C

"Nós, fazemos parte da própria história futuramente..." :D - Italo Batista

EXERCÍCIO - 15

01- (UNIFESP-2003) Com relação à economia do açúcar e da pecuária no nordeste durante o período colonial, é correto afirmar que:

A) por serem as duas atividades essenciais e complementares, portanto as mais permanentes, foram as que mais usaram escravos.
B) a primeira, tecnologicamente mais complexa, recorria à escravidão, e a segunda, tecnologicamente mais simples, ao trabalho livre.
C) a técnica era rudimentar em ambas, na agricultura por causa da escravidão, e na criação de animais por atender ao mercado interno.
D) tanto em uma quanto em outra, desenvolveram-se formas mistas e sofisticadas de trabalho livre e de trabalho compulsório.
E) por serem diferentes e independentes uma da outra, não se pode estabelecer qualquer tentativa de comparação entre ambas.
02-(UNIFESP-2003) Sendo o clero a classe que em todas as convulsões políticas sempre propende para o mal, entre nós tem sido o avesso; é o clero quem mais tem trabalhado, e feito mais esforços em favor da causa, e dado provas de quanto a aprecia.
(Montezuma, Visconde de Jequitinhonha, em 5 de novembro de 1823) O texto sugere que o clero brasileiro

A) defendeu a política autoritária de D. Pedro I..
B) aderiu com relutância à causa da recolonização.
C) preferiu a neutralidade para não desobedecer ao Papa.
D) viu como um mal o processo de independência.
E) apoiou ativamente a causa da independência.

03-(UNIFESP-2003) As condições da população escrava, aqui, são muito menos ignóbeis e infelizes, do que esperava encontrar. Os escravos são, em geral, tratados com bondade e humanidade pelos seus donos. (Walter Colton, 1850)
Eu preferia ser um carneiro, um porco ou um boi; ter liberdade, alimento e descanso durante certo tempo e depois ser abatido, do que ser um escravo em certas plantações. (Thomas Ewbank, 1856). Sobre essas duas afirmações, de viajantes norte-americanos ao Brasil na metade do século XIX, é possível afirmar que

A) somente a primeira é correta, pois, como demonstraram muitos historiadores, os escravos eram bem tratados.
B) somente a segunda é correta, pois, como demonstraram muitos historiadores, os escravos eram maltratados.
C) as duas estão erradas, pois, os viajantes confundiram a escravidão daqui com a escravidão no Sul dos Estados Unidos.
D) as duas estão corretas, pois, o tratamento dado aos escravos variava conforme os senhores e as atividades econômicas.
E) ambas se equivocam, pois, a escravidão naquele momento vivia a crise decorrente da extinção do tráfico.
04-(UNIFESP-2003) Alfredo Bosi, um dos maiores críticos da literatura brasileira, indaga: Obras como Paulicéia Desvairada e Memórias Sentimentais de João Miramar, já formalmente modernas, não poderiam ter sido escritas sem a abertura dos seus autores ao que se estava fazendo na França e, via França, na Itália futurista, na Alemanha expressionista, na Rússia revolucionária
e cubo-futurista? Em seguida, o autor responde: Parece que não.
A ponderação do autor, com relação ao movimento modernista brasileiro dos anos vinte do século passado,

A) mostra a influência das vanguardas européias no seu desenvolvimento.
B) defende que sua literatura não estava aberta às influências européias.
C) lamenta o fato de ele não ter sofrido influência das vanguardas francesas.
D) sugere que, ao se deixar influenciar pela Europa, ele foi pouco criativo.
E) elogia indiretamente a ausência nele de influências inglesas e ibéricas.
05- (UNIFESP-2003) Todo discurso conservador se opõe tenazmente, e freqüentemente de forma feroz, a qualquer mudança do status quo, isto é, a qualquer política que leve à distribuição de renda. A busca da justiça social é rejeitada por esse tipo de pensamento.
A julgar pelas opiniões emitidas hoje sobre o passado republicano e democrático do Brasil, tanto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, quanto por praticamente todos os candidatos nas últimas eleições à presidência da República, pode-se afirmar que, quanto mais o tempo passa, mais parece se consolidar a imagem positiva do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Isto se deve, fundamentalmente,

A) ao salário mínimo elevado.
B) à construção de Brasília.
C) ao rompimento com o FMI.
D) à modernização do campo.
E) à expansão industrial.
06-(MACK-2002) A descoberta do ouro, no final do século XVII e século XVIII, alterou o caráter da colonização brasileira na medida em que:

a) a colonização ficou restrita ao litoral, não gerando grandes mudanças administrativas.
b) resultou na interiorização da colonização e na entrada maciça de colonos, surgindo uma sociedade urbana e um mercado interno.
c) o ouro, rigidamente controlado em sua exploração, não foi alvo de contrabando.
d) Portugal equilibrou sua balança de pagamentos, libertando-se da dependência econômica inglesa.
e) o trabalho escravo foi suplantado pelo trabalho livre, desenvolvendo-se também as manufaturas com a proteção do governo colonial.
07-(MACK-2002) Calcula-se que, na época do descobrimento, existiam no Brasil por volta de 5 milhões de índios. Atualmente restam aproximadamente 600 mil. Os índios brasileiros foram vitimados pelo processo
colonizador que os destruiu física e culturalmente. Dentre os fatores que contribuíram para esse resultado, apontamos:
a) o caráter primitivo de sua economia, incapaz de produzir excedentes.
b) o canibalismo e as bebedeiras rituais que desorganizavam a vida tribal.
c) as constantes guerras tribais que destruíam as fontes de abastecimento dos indígenas.
d) a utilização maciça do trabalho escravo indígena nas minas de ouro e seus deslocamentos pelo território.
e) a catequese, as epidemias, o trabalho escravo e a fome, que dizimaram física e culturalmente o indígena brasileiro.
08-(MACK-2002) O surto desenvolvimentista não beneficiou por igual todas as regiões do país, ao contrário, acentuou os profundos desequilíbrios, desvalorizou os salários reais, gerou o crescimento da dívida externa além do abandono da agricultura, pela ênfase demasiada na industrialização. Tais características podem ser atribuídas ao governo:

a) Jânio Quadros. b) Juscelino Kubitschek.
c) Eurico Gaspar Dutra. d) Castelo Branco.
e) Getúlio Vargas.

09-(MACK-2002) Em junho de 1968 foi organizada no Rio de Janeiro a Marcha dos Cem Mil, reunindo estudantes, operários e intelectuais em protesto contra o regime autoritário. Em outubro, o 30º Congresso da UNE em Ibiúna foi invadido por tropas da polícia militar. Esses fatos foram agravados, em dezembro do mesmo ano, por medida o governo que instituiu:

a) a ampla anistia, visando reduzir os conflitos entre o movimento estudantil e o governo militar.
b) o Ato Institucional nº 5, que concentrava os poderes em mãos do executivo, estabelecia censura prévia nas universidades e escolas e o controle político e ideológico da imprensa.
c) a Abertura lenta e gradual, substituindo o AI-5 por "salvaguardas constitucionais".
d) o chamado "pacote de abril", cujo objetivo era conter o avanço oposicionista no Congresso.
e) a Lei Falcão, que proibia a propaganda eleitoral pelo rádio e televisão, impedindo o debate político.
10-(MACK-2002) O AI-5 implica muito mais atribuições ao Executivo (poder de intervenção, restabelecimento das cassações e da supressão dos direitos políticos, recesso dos órgãos legislativos, modificações na Constituição) do que um mero cerceamento aos meios de comunicação e às atividades educacionais.


O Ano de 1992 ficou conhecido em nossa história como
o ano do "Brasil passado a limpo". Nas alternativas
abaixo, indique os fatos que justificaram essa definição.

a) A implementação do Plano Real que conteve o processo
inflacionário.
b) A promulgação da nova constituição, vista como
avançada por suas conquistas trabalhistas, sociais e
ecológicas.
c) A decretação pelo senado do "Impeachment" do
Presidente Collor de Mello e a suspensão de seus
direitos políticos por oito anos, após vasta relação de
denúncias de corrupção, irregularidades e tráfico de
influência.
d) A abertura do mercado, facilitando a importação e
gerando déficit comercial.
e) O crescimento de falências, concordatas e desemprego,
como resultado da economia informacional e
globalizante.

domingo, 3 de abril de 2011

GABARITO - 14

01 - D 02 - A ,03 - C 04 - B 05 - C 06 - B 07 - A 08 - C 09 - A 10 - B

"Viva a história, sem ela não existiria o futuro" - Italo Batista

EXERCÍCIO - 14

01. (UNIFESP) Encerrado o período colonial no Brasil, entre as várias instituições que a metrópole implantou no país, uma sobreviveu à Independência. Trata-se das

A) Províncias gerais.
B) Milícias rurais.
C) Guardas nacionais.
D) Câmaras municipais.
E) Cortes de justiça

02. (UNIFESP) Entre aproximadamente 1770 e 1830, a região maranhense conheceu um ciclo de prosperidade econômica, graças:

A) à produção e exportação do algodão, matéria-prima então muito requisitada por causa da Revolução Industrial em curso na Inglaterra.
B) à criação da pecuária e à indústria do charque, para abastecer o mercado interno então em expansão por causa da crise do sistema colonial.
C) ao extrativismo dos produtos florestais, cuja demanda pelo mercado internacional teve lugar exatamente naquele momento.
D) à produção e exportação de arroz, cacau e fumo, cujos produtos começaram a ter aceitação no mercado mundial de matérias-primas.
E) à produção e exportação do açúcar, o qual, com o aumento da demanda, exigiu novas áreas de cultivo, além da nordestina.

03. (UNIFESP) Os membros da loja maçônica fundada por José Bonifácio em 2 de junho de 1822 (e que no dizer de Frei Caneca não passava de um “clube de aristocratas servis”) juraram “procurar a integridade e independência e felicidade do Brasil como Império constitucional, opondo-se tanto ao despotismo que o altera quanto à anarquia que o dissolve”. Na visão de José Bonifácio e dos membros da referida loja maçônica, o despotismo e a anarquia eram encarnados, respectivamente,

A) pelos que defendiam a monarquia e a autonomia das províncias.
B) por todos quantos eram a favor da independência e união entre as províncias.
C) pelo chamado partido português e os republicanos ou exaltados.
D) pelos partidários da separação com Portugal e da união sul-americana.
E) pelos partidos que queriam acabar com a escravidão e a centralização do poder.

04. (UNIFESP) Aquilo não era uma campanha, era uma charqueada. Não era a ação severa das leis, era a vingança. Dente por dente. Naqueles ares pairava, ainda, a poeira de Moreira César, queimado; devia-se queimar. Adiante, o arcabouço decapitado de Tamarindo; devia-se degolar. A repressão tinha dois pólos – o incêndio e a faca... Ademais, não havia temer-se o juízo tremendo do futuro. A História não iria até ali.
(Euclides da Cunha, Os Sertões.)
Essa passagem do livro

A) revela a preocupação que os protagonistas de ambos os lados tinham com relação às implicações políticas de suas ações.
B) denuncia mais do que a crueldade de ambos os lados, o sentimento de impunidade entre as forças da repressão.
C) mostra que ambos os lados em luta estavam determinados a destruir o adversário para não deixar provas de sua conduta.
D) critica veladamente a ausência de interesse por parte da opinião pública e da imprensa com relação ao episódio relatado.
E) indica que o autor, por acompanhar de longe os acontecimentos, deixou-se levar por versões que exageraram a crueldade da repressão.

05. (UNIFESP) A política do Estado brasileiro, depois da Revolução de 1930, nas palavras do cientista político Décio Saes, “será combatida, pelo seu caráter ‘intervencionista’ e pelo ‘artificialismo’ dos seus efeitos; de outro lado, a política de reconhecimento das classes trabalhadoras urbanas será criticada pelo seu caráter ‘demagógico’, ‘massista’ e ‘antielitista’”. (in: História Geral da Civilização Brasileira, III, 3, 1981, p. 463.)
As críticas ao Estado brasileiro pós-1930 eram formuladas por setores que defendiam

A) os interesses dos usineiros e, no plano político, o coronelismo.
B) posições afinadas com o operariado e, no plano político, o populismo.
C) os interesses agro-exportadores e, no plano político, o liberalismo.
D) as burguesias comercial e financeira e, no plano político, o conservadorismo.
E) posições identificadas com as classes médias e, no plano político, o tenentismo.

06. (UNIFESP) ... E a elevação do salário mínimo a nível que, nos grandes centros do país, quase atingirá o dos vencimentos máximos de um [militar] graduado, resultará, por certo, se não corrigida de alguma forma, em aberrante subversão de todos os valores profissionais, estancando qualquer possibilidade de recrutamento, para o Exército, de seus quadros inferiores. (Memorial dos Coronéis, de fevereiro de 1954.)
Sobre o documento, é correto afirmar que expressava:

A) o ponto de vista de todos os coronéis, que estavam preocupados com os baixos salários pagos aos militares.
B) a posição dos coronéis contrários ao presidente Vargas e à sua política econômica, incluindo a elevação do salário mínimo.
C) o mal-estar generalizado existente nas fileiras do Exército brasileiro com a política industrial do presidente Vargas.
D) o descontentamento dos coronéis nacionalistas pelo fato de o salário mínimo não contemplar os trabalhadores rurais.
E) a luta surda que então existia entre coronéis, de um lado, inimigos de Vargas, e tenentes, de outro, que
apoiavam o presidente.

07. (UNIFESP) Proclamo aquilo que toda a Nação reconhece: está caduca a estrutura rural brasileira. A reforma agrária já não é, assim, tema de discurso, mas objeto de ação imediata: ação legislativa e ação executiva ...
(Declaração do presidente Jânio Quadros, publicada no jornal Correio da Manhã, em 03.08.1961.)
No momento dessa declaração, a reforma agrária no Brasil

A) estava na ordem do dia, daí a posição do presidente em seu favor.
B) aparecia como uma questão ultrapassada, como demonstra a posição da presidência.
C) era algo restrito apenas à região nordestina, onde agiam as Ligas Camponesas.
D) há muito que era defendida pela maioria do Congresso, mas não pelo Executivo.
E) jazia adormecida e, por razões demagógicas, foi despertada pelo presidente

08. (FUVEST) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como

a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha para impedir a anexação de Portugal.
b) ato desesperado do Príncipe Regente, pressionado pela rainha-mãe, Dona Maria I.
c) execução de um velho projeto de mudança do centro político do Império português, invocado em épocas de crise.
d) culminância de uma discussão popular sobre a neutralidade de Portugal com relação à guerra anglo-francesa.
e) exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, então primeiro cônsul da França.


09. (FUVEST) A atividade extrativista desenvolvida na Amazônia, durante o período colonial, foi importante, porque:

a) garantiu a ocupação da região e aproveitou a mão-deobra indígena local.
b) reproduziu, na região, a estrutura da grande propriedade monocultora.
c) gerou riquezas e permitiu a abertura de estradas na região.
d) permitiu a integração do norte do Brasil ao contexto andino.
e) inviabilizou as aspirações holandesas de ocupação da floresta.

10. (FUVEST) Sobre a economia brasileira durante a Primeira República, é possível destacar os seguintes elementos:

a) exportações dirigidas aos mercados europeus e asiáticos e crescimento da pecuária no Nordeste.
b) investimentos britânicos no setor de serviços e produção de bens primários para a exportação.
c) protecionismo alfandegário para estimular a indústria e notável ampliação do mercado interno.
d) aplicação de capital estrangeiro na indústria e consolidação do café como único produto de exportação.
e) integração regional e plano federal de defesa da comercialização da borracha na Amazônia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

GABARITO - 13

01-C 02-C 03-E 04-B 05-D 06-C 07-B 08-D 09-C 10-B


OBS: No gabarito oficial da 3º questão marca a letra E, mas é bem claro os fatos históricos quando diz que a atribuição da captura de escravos fugitivos fica atribuido para os capitães-do-mato. Porém não estando errado a marcação da mesma alternativa. .Italo Batista.

EXERCÍCIO - 13

01.(PUC-SP) "Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."
Fernando Pessoa, "Mar Português ".

in Obra poética. Ria de Janeiro, Editora José Aguilar, 1960, p 19

O trecho de Fernando Pessoa fala da expansão marítima portuguesa. Para entendê-lo, devemos saber que:

a) "Bojador" é o ponto ao extremo sul da África e que atravessá-lo significava encontrar o caminho para o Oriente.
b) a "dor" representa as doenças, desconhecidas dos europeus, mas existentes nas terras a serem conquistadas pelas expedições.
c) o "abismo" refere-se à crença, então generalizada. de que a Terra era plana e que, num determinado ponto, acabaria, fazendo caírem os navios.
d) menção a "Deus" indica a suposição, à época, e que o Criador era contrário ao desbravamento dos mares e que puniria os navegadores.
e) o "mar" citado é o Oceano Índico, onde estão localizadas as Índias, objetivo principal dos navegadores

02.(PUC-SP) "O que o canavial sim aprende do mar:
o avançar em linha rasteira da onda;
o espraiar-se minucioso, de liquido.
alagando cova a cova onde se alonga.
O que o canavial não aprende do mar:
o desmedido do derramar-se da cana;
o comedimento do latifúndio do mar,
que menos lastradamente se derrama. "
João Cabral de Melo Neto,
" O mar e o canavial", in A educação pela pedra. Antologia poética. Rio de Janeiro, José Olympio Editora, t999, p.

João Cabral, recifense, relacionou, no fragmento do poema acima, mar e canavial. A associação considera; semelhanças e diferenças entre eles e pode ser compreendida se considerarmos que

a) "o avançar em linha rasteira" do canavial é uma menção á expansão da produção açucareira m região Nordeste e especialmente no Estado de Pernambuco iniciada no período colonial e encerrada; no Império.
b) o mar e as praias de Pernambuco sempre foram, a( lado da cana, as únicas fontes de riqueza da região Nordeste, desde o período colonial até os dias de hoje.
c) "o desmedido do derramar-se da cana" é uma referência critica á organização da produção açucareira em latifúndios, unidades produtoras de grande porte.
d) as lavouras de cana sempre estiveram localizadas no interior de Pernambuco, distantes do litoral, e a relação com o mar é para mostrar a totalidade geográfica do Estado.
e) "alagando cova a cova onde se alonga" é uma sugestão de que o plantio da cana, assim como o mar, provocou, ao longo de sua história, muitas mortes.

03.(PUC-SP) As Bandeiras utilizaram amplamente os rios para penetrar no território brasileiro e atingir regiões distantes do litoral. Entre suas funções, é possível afirmar que

a) estavam intimamente ligadas ao tráfico negreiro e buscavam o interior para vender escravas africanos para aldeias indígenas.
b) opunham-se às tentativas de catequização de índios pelos jesuítas por considerar os índios destituídos de alma.
c) Procuravam, a mando da metrópole Portuguesa. Pedras e metais preciosos no interior do Brasil e no leito dos rios que navegavam.
d) fundavam cidades ao longo dos rios e dos caminhos que percorriam e garantiam, posteriormente, seu abastecimento de alimentos.
e) eram contratadas, por senhores de terras, para per- seguir escravos fugitivos e destruir quilombos.

04.(PUC-SP) Em 1984, começou a operar a Usina Hidrelétrica de ltaipu. Binacional, pois reúne Brasil e Paraguai, ltaipu foi planejada desde 1966 e sua construção iniciou-se em 1971. Sobre essa Hidrelétrica, pode-se dizer que foi:

a) uma tentativa brasileira de compensar o pais vizinho após a destruição que o Exército Brasileiro realizou em terias paraguaias por ocasião da Guerra do Paraguai.
b) uma obra realizada pela ditadura militar brasileira e sua construção serviu, além da obtenção de energia, como propaganda da "grandeza nacional" que os militares diziam construir.
c) uma iniciativa de inspiração militar, pois permitiu aos governos brasileiro e paraguaio, no caso de uma guerra no Cone Sul, ameaçar a Argentina com a abertura das comportas e a decorrente inundação de Buenos Aires.
d) uma mudança na condição de subdesenvolvimento dos dois países, pois, além de gerar muitos empregos, a comercialização da eletricidade enriqueceu os países, aumentando suas rendas "per capita".
e) uma demonstração de que é possível produzir energia elétrica a partir da água, evitando, dessa forma, o risco de futuros racionamentos de energia e de "apagões".

05.(PUC-SP) Entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do XX, várias capitais brasileiras (principalmente em Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador) passaram por processos de reurbanização. Um dos traços marcantes dessas inovações foi a expansão da rede de serviços: água encanada, esgotos, luz elétrica, transportes públicos, calçamento de ruas, etc. Os projetos de melhoria urbana estão ligados, entre outras coisas,

a) á profunda preocupação social manifestada pelas prefeituras das capitais, que iniciaram os processos de reurbanização Para melhorar as condições de vida dos setores trabalhadores.
b) ao interesse das grandes corporações estrangeiras em transferir suas sedes para o Brasil, onde a mão-de-obra era mais barata e onde poderiam obter lucros mais expressivos.
c) à chegada ao poder, no plano nacional, do Partido Republicano Paulista, com sua proposta de incentivo à industrialização e ao comércio, proporcionando rápido crescimento econômico das grandes cidades.
d) ao acelerado crescimento populacional nessas capitais, que trazia dificuldades sérias para o funcionamento de seu cotidiano e provocava tensões e reivindicações sociais expressivas.
e) à pressão dos movimentos de camponeses, de inspiração socialista ou anárquica, que se transferiam para as cidades e juntavam-se ao operariado na formação de partidas políticos populares.

06.(FUVEST) Os primeiros jesuítas chegaram à Bahia com o governador-geral Tomé de Sousa, em 1549, e em pouco tempo se espalharam por outras regiões da colônia, permanecendo até sua expulsão, pelo governo de Portugal, em 1759. Sobre as ações dos jesuítas nesse período, é correto afirmar que:

a) criaram escolas de arte que foram responsáveis pelo desenvolvimento do barroco mineiro.
b) defenderam os princípios humanistas e lutaram pelo reconhecimento dos direitos civis dos nativos.
c) foram responsáveis pela educação dos filhos dos colonos, por meio da criação de colégios secundários e escolas de “ler e escrever”.
d) causaram constantes atritos com os colonos por defenderem, esses religiosos, a preservação das culturas indígenas.
e) formularam acordos políticos e diplomáticos que garantiram a incorporação da região amazônica ao domínio português.

07.(FUVEST) “E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moeda para os reinos estranhos e a menor quantidade é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil...”
João Antonil. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711.
Esta frase indica que as riquezas minerais da colônia
a) produziram ruptura nas relações entre Brasil e Portugal.
b) foram utilizadas, em grande parte, para o cumprimento do Tratado de Methuen entre Portugal e Inglaterra.
c) prestaram-se, exclusivamente, aos interesses mercantilistas da França, da Inglaterra e da Alemanha.
d) foram desviadas, majoritariamente, para a Europa por meio do contrabando na região do rio da Prata.
e) possibilitaram os acordos com a Holanda que asseguraram a importação de escravos africanos.

08.(FUVEST) “Eis que uma revolução, proclamando um governo absolutamente independente da sujeição à corte do Rio de Janeiro, rebentou em Pernambuco, em março de 1817. É um assunto para o nosso ânimo tão pouco simpático que, se nos fora permitido [colocar] sobre ele um véu, o deixaríamos fora do quadro que nos propusemos tratar.” F. A. Varnhagen. História geral do Brasil, 1854.
O texto trata da Revolução pernambucana de 1817. Com relação a esse acontecimento é possível afirmar que os insurgentes
a) pretendiam a separação de Pernambuco do restante do reino, impondo a expulsão dos portugueses desse território.
b) contaram com a ativa participação de homens negros, pondo em risco a manutenção da escravidão na região.
c) dominaram Pernambuco e o norte da colônia, decretando o fim dos privilégios da Companhia do Grão-Pará e Maranhão.
d) propuseram a independência e a república, congregando proprietários, comerciantes e pessoas das camadas populares.
e) implantaram um governo de terror, ameaçando o direito dos pequenos proprietários à livre exploração da terra.

09.(FUVEST) No “Manifesto Antropófago”, lançado em São Paulo, em 1928, lê-se: “Queremos a Revolução Caraíba (...). A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem (...). Sem nós, a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.”
Essas passagens expressam a
a) defesa de concepções artísticas do impressionismo.
b) crítica aos princípios da Revolução Francesa.
c) valorização da cultura nacional.
d) adesão à ideologia socialista.
e) afinidade com a cultura norte-americana.

10.(FUVEST) A partir da redemocratização do Brasil (1985), é possível observar mudanças econômicas significativas no país. Entre elas, a
a) exclusão de produtos agrícolas do rol das principais exportações brasileiras.
b) privatização de empresas estatais em diversos setores como os de comunicação e de mineração.
c) ampliação das tarifas alfandegárias de importação, protegendo a indústria nacional.
d) implementação da reforma agrária sem pagamento de indenização aos proprietários.
e) continuidade do comércio internacional voltado prioritariamente aos mercados africanos e asiáticos.